Estamos estruturando esse Blog para que paróquias, movimentos e pastorais encontrem material informativo sobre Marketing Digital em ambiente Católico.

 

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Luís Fernando Oliveira é Jornalista e Professor nos cursos de:

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Mas o que é Marketing Católico?


A palavra Marketing tem vários conceitos. Cada autor entende o Marketing à sua maneira. Contudo, nós iremos abordá-la a partir de Kotler, uma vez que ele é referência mundial no assunto.


Marketing provém do vocábulo inglês “Market”, que quer dizer Mercado. O seu significado se refere a uma ação dentro do espaço mercadológico. Porém, aqui cabe uma reflexão: se o significado de Market é mercado, porque, então, devo utilizar este conceito para a evangelização? Sim, a pergunta é pertinente, mas a resposta é simples. O conceito do Marketing contemporâneo vem sofrendo mudanças importantes. Você vai perceber que estas mudanças se aproximam da ideia de evangelização.


Voltando ao conceito de Marketing: uma definição simplista sobre o assunto seria: “o Marketing é toda publicidade dentro do mercado com o intuito de vender”. Apesar de parecer correto, não está. Por quê? Uma ação independente não é marketing. Incorporada ao Marketing, a Estratégia é o elemento essencial em todo o processo.


Diante disso, entender o significado da expressão “Estratégia” é capital, já que seu conceito é unanimidade como elemento essencial em quase todos os autores que se atrevem a escrever sobre Marketing. Estratégia tem origem grega. A palavra foi referenciada, primeiro, dentro de uma conjuntura político/militar. A ideia era definir uma trajetória para se chegar a um objetivo, seja estabelecendo objetivos, avaliando oportunidades ou desenvolvendo planos e programas de marketing. Para Kotler, o Marketing está em todo lugar. O marketing é visto como a tarefa de criar, promover e fornecer bens e serviços sejam estes, pessoas físicas ou jurídicas. Na verdade, os profissionais de marketing envolvem-se no marketing de bens, serviços, experiências, eventos, pessoas, lugares, propriedades, organizações, informações e ideias. (KOTLER, 2000, p. 25).


As práticas de Marketing, dentro do mercado, não estão estagnadas. O próprio Kotler afirma, em outras palavras, que o futuro foi ontem, já passou. Ele, na verdade, quer dizer que existe a necessidade de se reorganizar, não ao novo de amanhã, mas ao novo de ontem. Os profissionais de marketing desenvolvem técnicas para alcançar, estimular e influenciar o nível, a velocidade e a composição da demanda para alcançar os objetivos da organização. (KOTLER, 2000, p.27).


Para isso é necessidade integralizar estratégias de marketing com a missão e as metas da instituição. Sem isso é impossível desenvolver um planejamento de marketing que estabeleça os resultados específicos que devem ser atingidos.

Diante disso, cabe uma pergunta: Como está a integração das diversas pastorais e movimentos entre si e com a paróquia? Veja na figura:



A grande e infeliz verdade é que quase sempre não existe um relacionamento de proximidade entre as pastorais e movimentos, enquanto organismos dentro da paróquia, nem entre seus membros. Falta integração entre os setores da paróquia. E isso é um problema sério de organização comunicacional dentro da instituição “Paróquia”. Todos, sem exceção, deveriam falar uma mesma língua. Assim a voz da comunidade paroquial seria mais forte. O Livro dos Atos dos Apóstolos deixa claro que o comportamento dos seguidores de Cristo era percebido pelo público externo. A expressão “vejam como eles se amam” é, na verdade, uma resposta do público externo. E este público é, também, uma das metas da Igreja, isto é, a evangelização.


O mesmo Livro dos Atos afirma que muitos aderiram à vida de Igreja em consequência do testemunho manifesto pela própria comunidade. Enquanto Igreja Paroquial, a referência deveria ser o primeiro momento das comunidades: “tinham tudo em comum”. Claro que vivemos em um outro contexto. Porém, a ideia de relacionamento e amor ainda permanecem vivas.


A verticalidade nas relações humanas, não percebendo o outro como igual, engessa qualquer tentativa de aproximação. A doutrina que rege nossa caminhada afirma que a Igreja é todo o Corpo Místico de Jesus. A igreja propõe, então, a integração irrestrita entre seus organismos (pastorais, movimentos, administração e etc.) e todos os membros.

Gostaria de propor uma analogia entre a Paróquia e o funcionamento de um relógio. Temos três ponteiros cruciais para o entendimento do tempo. O ponteiro dos segundos; os ponteiros dos minutos; e os ponteiros das horas. Cada ponteiro é organizado dentro de uma proposta objetiva. Mas ela não é isolada e independente. Sua ação está intrinsecamente atrelada a outros objetivos criteriosamente estabelecidos.


Na composição das horas existe o movimento frenético dos segundos, o percurso mais moderado dos minutos e o extremamente lento ponteiro das horas. Todos esses movimentos têm repercussão direta entre o objetivo de cada ponteiro. As engrenagens dos relógios antigos são uma ótima metáfora para percebermos a importância de cada engrenagem (membro, pastoral, movimento), que dá vida aos ponteiros, nesse processo (nesse caso, a evangelização, formação e manutenção do relacionamento com o fiel).


Qualquer ação faz uma outra engrenagem girar. Podemos inserir outras engrenagens: a secretaria da paróquia, o atendimento ao fiel feito pelo Pároco, a transparência na aplicação do dízimo e festas... Mais uma vez, toda ação provoca uma reação na paróquia, nas pastorais e movimentos (ponteiros).


A igreja deve marcar território na Internet? Sim! Esquivar-se do ambiente on-line é privar a igreja das novas ferramentas comunicacionais, que facilitam, principalmente, o relacionamento com o Fiel. Pierre Lévy (1999), estudioso do comportamento humano, afirma que a tecnologia não é autônoma, isto é, separada do homem ou retirada da sociedade e da cultura, já que ela é uma invenção desta mesma sociedade e cultura. Por isso, não podemos separar o humano de seu espaço material.


Diante disso, é recomendado, sim, que a Igreja, principalmente as paróquias, marquem seu espaço na web, uma vez que o seu público está cada vez mais conectado.



Prof. Luís Fernando Oliveira

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