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Luís Fernando Oliveira é Jornalista e Professor nos cursos de:

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Comunidade Paroquial em território online

A formação de leigos, pela Internet, é uma estratégia inteligente e acessível


Esse texto tem como objetivo apresentar algumas estratégias digitais para envolver a comunidade paroquial em ambiente web. Para isso, disponibilizaremos três textos, que serão publicados no Jornal Metropolitano. Boa leitura!


É possível que uma comunidade paroquial se relacione dentro do universo digital? Espero que este texto responda a esse questionamento.


A verdade é que ainda estamos “engatinhando” dentro desse território binário (Internet), e, ao mesmo tempo, multifacetado. A chegada da Internet vem provocando, desde o início, outras revoluções ainda mais contundentes dos que até agora conhecíamos dos livros de história.


Não se pode exaltar apenas a atualização das revoluções industrial, tecnológica, mercadológica (que são fantásticas)... Nesse momento histórico é possível afirmar que uma das maiores revoluções trazidas pela Internet é a comportamental, principalmente no que diz respeito à migração do real para o virtual.


O encontro virtual, por meio do Whatsapp, Facebook, Menseger, Instagran e outros, faz parte do cotidiano de quase 70% dos brasileiros, mais ou menos, 150 milhões de habitantes. É comum encontrar pessoas de todas as idades em grupos sociais nomeados como grupo da família. Mesmo com dificuldades, os menos digitais, conhecidos como geração x, aprendem a enviar um bom dia com uma figurinha fofa.


É possível acompanhar, quase em tempo real, os acontecimentos familiares, às discussões e até as rusgas por conta de ideias divergentes.


Não podemos negar que o virtual é real. Ele está aí e aqui. Faz parte do dia-a-dia da sociedade. Ignorar talvez seja uma opção, mas não sei se é a melhor escolha. Quantos têm a oportunidade, por exemplo, de conversar com o (a) filho (a) que está do outro lado do planeta, pelas redes sociais?


Sim, é possível vivenciar a extensão da comunidade paroquial no mundo virtual, quando a rede social complementa o relacionamento presencial. Se o território online for bem ocupado será possível tornar a vida da comunidade mais dinâmica, engajada e interativa.

Apresento uma pequena proposta de como usar as redes sociais para engajamento da comunidade. Para isso, crie um grupo fechado no Facebook ou Whatsapp e proponha minicursos, seminários, momentos de oração... Geralmente grupos com propostas bem definidas provocam maior participação da comunidade.


Peça ao padre ou outro formador da comunidade que, grave pequenos vídeos e áudios; produza pequenos textos (com um celular mesmo) sobre um tema: família cristã e os novos desafios (apenas uma sugestão); crie um grupo fechado no Facebook ou whatsapp (título – Formação Católica); faça um convite aberto no final da missa (não existe melhor lugar para fazer um convite para eventos da comunidade); entregue um pequeno panfleto com o link da rede social ou contato do whatsapp ao final da Celebração; paralelo a isso, divulgue o evento nas redes sociais.


Mas antes disso, é importante que se faça um roteiro para o curso, obedecendo algumas perguntas?

· Qual o objetivo do curso? Esta pergunta é fundamental, pois a proposta aqui não criar um grupo para que as pessoas postem o que quiser, mas o grupo tem um objetivo específico, a formação do leigo, que muitas vezes não tem tempo disponível para frequentar um curso semanal na Igreja.

· Quem é o público-alvo da formação? Deixar claro quem deve participar do grupo.

· Quantos conteúdos serão disponibilizados (vídeo, texto, áudio...)? O conteúdo deve ser simples: uma folha A4 (PDF); e cinco minutos, no máximo, de vídeos ou áudios.

· Qual a periodicidade das postagens (estabeleça uma frequência)? Isso vai depender da disponibilidade do formador e de bom senso. Talvez uma pesquisa com o grupo, antes de começar seja o ideal. Pergunte ao grupo qual deve ser a periodicidade das postagens.

· Crie também um pequeno índice de comportamento dentro do grupo de formação para que não se torne apenas mais um ambiente de postagens sem sentido. Lembre-se, o grupo deve ser especificamente utilizado para formação.

· Abra espaço para que as pessoas comentem os conteúdos.


Porém, seria um desastre se esse meio de comunicação se tornasse o único meio de convivência. O meio mais eficaz de comunicação é o presencial. Diante disso, é importante que se crie um encontro presencial, para envolver mais ainda a comunidade.


A interação presencial merece a atenção porque a maior parte da informação transmitida e compreendida (sem ruídos) numa conversa é não verbal. Isso quer dizer que 70% do que falo, não é pela boca, mas pela entonação da voz, pelas expressões faciais, pelo corpo, pela roupa, etc. Apenas 30% são expressões verbais: fala e texto.


No próximo texto vamos tratar de alguns assuntos referentes à publicidade de eventos da Comunidade em ambiente online. Não perca!


Você pode enviar perguntas para o autor desse texto: luisfernando.ro@hotmail.com


*Luís Fernando Oliveira é professor de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Audiovisual e Marketing da Universidade Uberaba (Uniube).

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